Curta Balada
Um papo com Tico Santa Cruz
Um papo com Tico Santa Cruz

DETONAUTAS – O músico, considerado um dos mais polêmicos artista e escritor da sua geração, esteve recentemente em Caxias participando da sessão de autógrafos do livro “Tesão, clube de insônia e pólvora”. Na ocasião, aproveitou sua estada na cidade para prestigiar a apresentação do novo espaço do Unificado Pré-Vestibular no Shopping Iguatemi.

Nossa reportagem teve a oportunidade de participar da coletiva de imprensa concedida pelo músico, que faria ainda um show à noite na All Need Master Hall para uma juventude ávida pelas palavras diretas e sacadas inteligentes de Tico.

– Por que as pessoas te acham polêmico.

“Talvez por eu abordar alguns assuntos de forma mais direta e diferente do que as pessoas estão acostumadas a fazer. Talvez seja por aí essa exposição e natureza diferentes. Mas não acho que a minha opinião seja uma verdade absoluta, volto atrás quando entendo que eu talvez possa estar equivocado.

Hoje em dia é complicado emitirmos nosso ponto de vista, em função de tantas pessoas que ficam ligadas sobre aquilo que a gente fala. A nossa opinião muitas vezes é distorcida, mal interpretada.

A relevância talvez esteja justamente em quebrar paradigmas. O medo que o artista tem é de tomar uma porrada grande e não ter estrutura suficiente para arcar com as conseqüências. O medo de perder ou bater de frente com o seu público é muito grande”.

– Hoje os tempos são outros.
“Cresci ouvindo um monte de bobagens, ouvia meus pais dizendo que não pode isso, não pode aquilo, que as coisas são assim e assado. Confesso que perdi a noção das coisas. Aos poucos senti a necessidade de buscar informações sobre aquilo que julgava importante, que de algum modo pudesse fazer a diferença na minha vida. No tempo do colégio, lembro que após as aulas procurava o professor para tirar as minhas dúvidas. Nunca tomei nada como definitivo, os questionamentos me ensinaram sobre o significado de muitas coisas”.

– O rock deu uma parada no tempo.

“O rock não é a bola da vez. Temos que pensar no contexto social para avaliar a estancada musical que tivemos nos últimos anos. Vamos voltar no tempo, lá para os anos 1973, 1974, 1975, quando surgiram os guetos musicais, as modinhas de viola, o boom da música sertaneja, com o surgimento de diversas artistas do gênero. Mesmo assim, as bandas conseguiram se manter, haviam conquistado um público que se tornou fiel pela qualidade dos trabalhos ofertados. Não foi modismo ou comércio e sim um olhar diferenciado sobre aquilo que as pessoas queriam ouvir naquele momento. Detonautas é uma banda que já tem um público fiel.

Mas a continuação das bandas e dos artistas vai depender muito de como cada um vai saber lidar com os novos valores que surgem a cada dia”.

Foto Laudir Dutra

Lembrando que no proximo dia 03 de setembro a Banda Detonautas se apresenta no Pahy centro de eventos, os ingressos estão a venda no Grupo Superpão.

Curta Balada
Quer anunciar em nosso website? mande e-mail para: contato@curtabalada.com.br