Curta Balada
Ultra Violent abrirá o Show para o Sepultura
Ultra Violent abrirá o Show para o Sepultura

E abrindo a sessão para as bandas guarapuavanas, começamos com a pesadíssima (como o próprio nome entrega) Ultra Violent!Começamos por ela, pois é o grupo local que tocará na noite do Sepultura, no antecipadamente épico 12 de julho!

Power trio guarapuavano, fundado em 2008, com Rocha na guitarra e voz, Rafael na batera e Rudy no baixo. Um som muito pesado, thrash metal, Pantera e Slayer entre suas referências. Vocais guturais, eventualmente alternando com momentos melodiosos, sem destoar do conjunto da obra. O som é encorpado, vigoroso, com bom ritmo e mudanças de andamento.

O material da banda é autoral. O primeiro EP foi lançado – virtual e gratuitamente – em 2010. Dois anos depois, o trio retornou ao estúdio para gravar o que chamariam de “A Nova Era Ultra Violent”. As influências vão do mais clássico rock´n´roll até o metal moderno, tendo como temática a violência em suas mais variadas formas. A partir de 2012, o grupo passa a focar em material autoral, deixando os covers de lado. O primeiro disco deve ser gravado ainda este ano, contando basicamente com letras em português. Mais recentemente, a banda lançou dois singles: Cold Mind e Sick Scars On Me, que pode ser conferida abaixo, em um clip muito bem feito:

https://www.youtube.com/watch?v=3vXUGEHEjkc

Quer conhecer um pouco mais? Baixe o EP com 5 músicas, Clicando aqui
Ou AQUI, onde é possível conferir músicas e vídeos.

Ultraviolent

A seguir, uma pequena entrevista que realizamos com o Guilherme Rocha, vocalista e guitarrista da Ultra Violent:

Curta Balada: Embora o público roqueiro não seja grande em Guarapuava, desde que cheguei na cidade percebo a existência de uma cena metal constante. Nesse contexto, como foi a formação da banda?
Rocha: Na verdade, em Guarapuava existem muitos adeptos do estilo. Mesmo quando o UV surgiu, já existia na cidade uma “cena metal”, e foi frequentando esses shows que fui convidado para integrar a banda – que até então, não tinha nome – em 2008. Com nosso primeiro show em vista, surgiu a ideia de tirar o nome Ultra Violent de um filme clássico dos anos 1970, Laranja Mecânica, que retrata uma sociedade subordinada à violência extrema. Com passar dos anos e o entra-e-sai de músicos na banda, nos estabelecemos como um power trio.

Curta Balada: Quais suas principais influências? Algumas são bastante óbvias (até pelos vocais guturais), mas fale-nos um pouco sobre suas inspirações Vocês tocam material autoral desde o princípio? Quem compõe na banda?

Rocha: Nos influenciamos em tudo o que nos agrada musicalmente, desde o clássico rock ‘n roll, até o metal moderno que vem sendo produzido nos dias de hoje. Entretanto, o que nos impulsionou mesmo foi o trabalho de bandas que particularmente gostamos muito, como Pantera, Slayer e Mudvayne. Gostamos de manter a cabeça aberta para ouvir tudo o que é novo. Desde o início fazíamos um som autoral, sempre mesclando com alguns covers de bandas que gostamos, mas foi apenas em 2012 que decidimos banir os covers e focar apenas no material próprio. As ideias para as composições surgem de todos os integrantes, e é nos ensaios que concretizamos o que a nossa mente está nos gritando (risos).

Curta Balada: No release você cita letras em português… no EP são em inglês. Chegaram a gravar algo na língua materna?
Rocha: No EP todas as letras são em inglês porque pensávamos que, por ser um idioma universal, seríamos facilmente compreendidos. Mas, na real, não estávamos conseguindo passar nossa mensagem em um idioma estrangeiro, por isso optamos por adotar a língua materna nas próximas composições. Falando nisso, a banda entrará em estúdio ainda este ano para a gravação de seu primeiro disco que contará com doze faixas inéditas, todas em português.

Curta Balada: Qual a frequência de shows e como é a receptividade do público, em geral? Tocam fora de Guarapuava também?
Rocha: A banda já foi mais ativa. Já tocamos em SC e PR, ao lado de bandas como Ratos de Porão, Matanza, Project 46, Nervosa e, em 12 de Julho, tocaremos com o consagrado Sepultura. Entretanto, decidimos dar uma estacionada nos shows para nos dedicarmos às composições para o novo álbum. E é claro, esperamos conquistar o Brasil com a divulgação do material depois de pronto! A receptividade do público é ótima, percebemos o pessoal sempre cantando nossas músicas e torando o pau no mosh, o que nos deixa imensamente felizes e com um puta tesão de continuar tocando e aprimorar cada vez mais o nosso som.

Por: Fabiano de Queiroz

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