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Planet Hemp, o filme: Cinebiografia sai em 2017 após 8 anos de resistências
Planet Hemp, o filme: Cinebiografia sai em 2017 após 8 anos de resistências

o palco de uma casa de shows na Lapa, no Rio de Janeiro, o ator Renato Góes puxa os primeiros versos de “Phunky Buddha” repetidas vezes –no ensaio, na passagem de som, na gravação só com a banda e na gravação com cerca de cem figurantes. De camisa xadrez e gorro, este último emprestado de Marcelo D2, ele encara suas últimas cenas como o rapper no derradeiro dia de filmagens de “Anjos da Lapa”. A animação que toma conta do espaço se deve em parte ao simbolismo da sequência, que representa os primeiros degraus da trajetória bem-sucedida do Planet Hemp, mas também por conta da realização de um projeto gestado há longos oito anos.

Depois de alguns contratempos na captação e duas tentativas frustradas de realização, o longa dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé enfim encerrou uma etapa importante no dia 12 de julho, quando o UOL visitou o set. E o resultado deve, finalmente, chegar aos cinemas no primeiro semestre de 2017.

“Última diária é sempre intensa e confusa. A gente está cansado e, ao mesmo tempo, bate uma saudade, uma tristeza”, diz Johnny. “Esse projeto especialmente teve um envolvimento muito grande das pessoas e demorou oito anos. Passamos por várias etapas. É um misto de sentimentos, tem horas que dá vontade de chorar, de gritar, uma loucura. É quase como se seu filho falasse: ‘Tô indo nessa'”.

O cineasta conta que chegou a pensar, por mais de uma vez, que a história de amizade entre D2 e Skunk, apelido de Ícaro Silva, fundadores da banda, não fosse sair do papel. “Teve um momento em que a gente parou e eu pensei: ‘Poxa, como eu gostaria de fazer esse filme, mas talvez não chegue lá’. Mas nos readaptamos, entrou outro roteirista [Felipe Braga] no projeto. Todos nós envelhecemos, a cabeça muda. Já não era a história que eu queria contar. Senti a necessidade de dividir a direção, seria bom para trocar ideias. Eu estava ligado ao filme de um jeito muito emocional. Fiquei com medo de isso me atrapalhar. A entrada do Gu, que é meu parceiro há muitos anos, foi fundamental para eu me sentir seguro”, diz.
Segundo o produtor Paulo Schmidt, da Academia de Filmes, o projeto orçado em R$ 7 milhões esbarrou em algumas dificuldades, como a liberação de financiamento por questões de mercado. Outro entrave foi a resistência de algumas marcas em aceitarem patrocinar o longa. “Algumas faziam associação da banda com drogas, o próprio nome do grupo é uma irreverência, uma provocação. Mas o filme não tem esse viés da apologia ou de defender a causa. É uma contradição, já que o próprio Marcelo é chamado para fazer publicidade, inclusive de cerveja”, afirma ele, que aposta num potencial de 2 milhões de espectadores.

Nesse meio tempo, Johnny dirigiu outro filme e algumas séries, o roteiro passou por algumas reescrituras e a produção ficou mais enxuta. Além disso, o elenco precisou ser substituído por questões de agenda – há cerca de um ano, com a retomada da produção, Renato foi convidado pelo diretor e Ícaro, pinçado em testes.

fonte:UOL

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