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O início meteórico da banda Malta
O início meteórico da banda Malta

Lembrando que no dia 08 de dezembro a Banda Malta se apresentará no Pahy Centro de Convenções e Eventos.

No início de 2014, poucas pessoas teriam uma resposta positiva para a pergunta “você conhece a banda Malta?”. Claro, os paulistanos estavam apenas começando a escrever a história de uma nova banda de rock brasileira. Todos ali já vinham de projetos anteriores na música. O vocalista Bruno Boncini, por exemplo, já ganhou a vida tocando na noite e integrou o projeto solo de Hudson Cadorini, quando este deu um tempo no sertanejo e se dedicou ao rock.

Tudo começou a mudar em abril, quando entrou no ar o reality show “Superstar” (Globo). A Malta, que tinha iniciado as atividades há apenas quatro meses, foi uma das selecionadas para enfrentar as eliminatórias no palco do programa. A performance arrebatadora de “Memórias” – versão de “Come Wake Me Up”, da banda norte-americana Rascal Flatts – indicou que público e os jurados Dinho Ouro Preto, Fabio Jr. e Ivete Sangalo estavam à frente de um dos favoritos. “Bastou você cantar alguns versos e todo mundo aqui ficou passado”, disse Dinho, ainda impressionado, ao vocalista. Ivete soltou um comentário bem ao seu estilo irreverente. “Eu não entendo nada de rock, mas gostei muito”.

As semanas se sucederam e com elas as eliminatórias. Mesmo antes de chegar à grande final, a Malta já havia atingido um feito inédito. Pela primeira vez em um reality show musical brasileiro, um dos concorrentes se tornou popular e dominou as paradas, antes mesmo de se sagrar campeão ou, simplesmente, de gravar um disco. No fim de junho, Bruno Boncini e seus companheiros Thor Moraes (guitarra), Diego Lopes (baixo) e Adriano Daga (bateria) colocaram sete músicas simultaneamente no Top 10 do iTunes Brasil. Duas semanas depois, eles se tornariam campeões do reality. “O Superstar foi crucial para que a gente pulasse uma etapa que todas as bandas enfrentam no início e já mostrasse o trabalho diretamente para o público”, diz Bruno.

Isso que você leu até aqui é apenas a introdução de uma carreira que começou a despontar de forma meteórica com o lançamento do disco “Supernova” (Som Livre), em setembro. O CD foi um dos prêmios conquistados pela Malta ao vencer o “Superstar”. A música que dá nome ao trabalho – mais pesada do disco – foi tocada por eles na final do reality e integra o repertório formado por nove músicas apresentadas no programa e mais quatro inéditas. “Não houve nenhuma imposição de repertório. Todo o trabalho foi feito pela ‘Malta’ e produzido pelo Adriano Daga, nosso baterista”, explica Bruno. 100% autoral, o disco caiu rápido no gosto do público, vendendo mais de 160 mil cópias, garantindo Disco de Platina Duplo à banda. A música “Diz Pra Mim” foi a escolhida para abrir os trabalhos. Contratados pela Som Livre e vindos de um reality show da Globo, não seria estranho imaginar a música tocando na trilha de alguma novela da casa. A emissora carioca foi rápida e incluiu o single na trilha de “Alto Astral”, trama das 19h que estreou em 3 de novembro.

A superexposição também garantiu a ocupação total da agenda da Malta até o fim do ano. A turnê que percorre todas as regiões do país registra uma média de 15 apresentações por mês. Os mesmos fãs que lotam as plateias também engordam os números da banda nas redes sociais. Antes de Superstar entrar no ar, os rapazes tinham menos de mil seguidores no Facebook. No final de outubro, esse número se aproximava de três milhões.

Entre os méritos da Malta está a capacidade de colocar o rock nacional de volta às paradas. Mais do que isso, ela apresenta uma proposta diferente das bandas que ouvimos no mainstream atual, fazendo um rock romântico, nos moldes de Nickelback, Aerosmith e Creed. “Nossa proposta sempre foi trazer a balada de rock romântico para o grande público, assim como fizeram essas grandes bandas”, explica Bruno.

Via PS

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