Feirante de Paraisópolis canta música autoral na abertura da novela: ‘É um sonho’ | Curta Balada
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Feirante de Paraisópolis canta música autoral na abertura da novela: ‘É um sonho’
Feirante de Paraisópolis canta música autoral na abertura da novela: ‘É um sonho’

Da barraca de pastel em Paraisópolis para a trilha de abertura da novela que leva o nome da comunidade! Coincidência? Acaso? Parece mesmo um caso de presságio, já que “A Cor do Brasil” nasceu quase sob encomenda. “Meu pai me deu o desafio de fazer uma música que falasse sobre o preconceito, a miscigenação. E aí eu fiz a música”, explica Victor Kreutz, que canta a canção da abertura da novela.

Filho de feirante, o jovem de 21 anos trabalha com a família desde os 11, mas aos 15 descobriu o talento musical. Primeiro ganhou um violão, e mais tarde se descobriu cantor. Acostumado à lida da madrugada na montagem das barracas de feira, Victor nunca conseguiu conciliar os horários avessos às noitadas cantando em barzinhos. “Ficava muito cansado e parava”, relembra.
No fim do ano passado, ficou animado com a oportunidade de participar de um teste de elenco para I Love Paraisópolis e foi com a cara e a coragem: para cantar! “Fui e levei meu violão”, conta o feirante, que tinha na ponta da língua a composição escrita na noite anterior. “Durante a seleção, eu falei que queria muito que a música estivesse na novela. Aí fiz um teste, fiz outro e fui passando”.

Ao ver o sonho se tornar realidade, Victor conta que “a ficha foi caindo devagar”. “Os resultados dos testes foram saindo aos poucos, não foi uma coisa rápida. Então, sempre mantive os pés no chão. Mas é um sonho, para qualquer um. Eu tô em outro mundo”
O rapaz, que cresceu e tem muitos amigos em Paraisópolis, se revela orgulhoso de cantar a comunidade: “Eu não sou um porta-voz, mas eu gostaria que me vissem assim. Por que não um músico porta-voz de lá? Não sou um intruso”.
Entusiasmado e cheio de expectativas com a nova fase, ele assume que o próximo sonho a realizar é gravar um CD. Enquanto isso, reorganiza a rotina de feirante e vendedor de pastel com a de músico. “Meu pai quer que eu me dedique 100% à música. Acho que não vou mais poder ajudar fisicamente [na feira], mas quero ajudar de outra forma. O que vai acontecer daqui para frente é uma incógnita”, filosofa Victor, que assinou contrato com uma gravadora e finalizou a letra da música em parceria com o produtor Victor Pozas.

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