Eddie Vedder (Pearl Jam) mostra que vale por uma banda | Curta Balada
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Eddie Vedder (Pearl Jam) mostra que vale por uma banda
Eddie Vedder (Pearl Jam) mostra que vale por uma banda

Não é fácil encontrar versatilidade em líderes de bandas de rock. Em sua grande maioria, os rockstars, muitas vezes pela pouca flexibilidade de seus fãs, costumam se limitar a produzir materiais dentro de seu próprio estilo, sem grandes pretensões de se arriscar em outros mundos. Não é o caso de Eddie Vedder.

No primeiro dos cinco shows que faz no Brasil, na noite de terça-feira (6), em São Paulo, o líder do Pearl Jam foi da guitarra ao ukelele com uma facilidade que cativou até o mais headbanger que estava na plateia. Carismático, divertido e, acima de tudo, talentoso, Eddie, sozinho no palco, encheu a plateia com sua capacidade de tocar uma série de instrumentos e variar do grunge acústico para o folk rock sem mostrar grandes dificuldades.

A voz poderosa, uma das mais marcantes de sua geração, se uniu horas ao violão, horas a guitarra, horas ao ukelele, horas a gaita e, até mesmo, a uma caixa acústica que reproduzia o som de um bumbo de bateria, tocada pelo próprio Eddie Vedder, com o pé esquerdo, marcando o ritmo das canções.

Sempre respondendo aos gritos que vinham da plateia, como “marry me” (case-se comigo) e “sleep with me” (durma comigo), o cantor se mostrou bastante confortável e envolvido no ambiente descontraído da noite. De tão descontraído que ficou, chegou até a errar o tom de algumas músicas e esquecer a letra de outras.

O setlist, sempre uma surpresa, foi feito sob medida para agradar a todos. Além de canções do álbum Ukelele Songs (2011), como Without You, Sleepless Nights e More Than You Know, e de Into The Wild (2007), como Society, Rise e a animada Hard Sun, o líder do Pearl Jam não esqueceu dos fãs de sua banda, e fez questão de tocar clássicos como Porch, Better Man, Sometimes, Immortality, Just Breathe e, após um pedido vindo aos gritos de um fã, “aprendeu na hora”, em suas próprias palavras, a tocar sozinho Crazy Mary.

A profundidade da proposta sonora de Vedder foi apreciada logo no começo da noite. O show de abertura de Glen Hansard, que viria a participar com louvor do final do show principal, casou perfeitamente com o conceito que Eddie pretendia mostrar: o de que o rock pode sim, ser mais versátil, elaborado e musical, sem perder sua essência.

Se referindo ao seu próprio português como “uma m…”, Eddie Vedder, que gastou o idioma tupiniquim durante grande parte da noite, terá ainda bastante tempo para aprender a falar um pouco mais. O músico toca mais duas vezes em São Paulo, quarta (7) e quinta-feira (8), e outras duas no Rio de Janeiro, nos dias 11 e 12 de maio.

Vi no Terra.

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