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Bruno e Marrone falam sobre DVD com pitada de novo sertanejo
Bruno e Marrone falam sobre DVD com pitada de novo sertanejo

Eu não tô preparado pra ver alguém do lado seu”, “Antes que você me troque por alguém, me escuta”, “Quero esquecer, mas a carência lembra”… Esses são versos que poderiam ser do novo CD da Marília Mendonça pós-separação. Mas estão no DVD de Bruno e Marrone, “Ensaio”.
Para o novo disco, a dupla trouxe compositores da atualidade, fizeram parceria com Eduardo Pepato. O produtor de muitos “novinhos” do sertanejo fez Bruno e Marrone cantarem muitas palavras em poucos segundos de canção.
A frase “Você é o defeito que eu gosto de ter, se for pra errar tem que ser com você” é cantada em dois segundos. “Eu custei a fazer isso, bicho. É brincadeira falar esse tanto de palavra em uma melodia só”, confessa Bruno.
Ele diz ainda que usou uma “colinha” para as letras novas durante a filmagem (“São 21 inéditas, não dá para decorar”). Ao G1, ele ainda comentou a mudança para o sertanejo atual.
“Eu tive que fazer uma transformação na minha vida para gostar desse estilo musical mais novo. E a mudança começa dentro de você. Tive que mudar”.
Mas então você não gosta do sertanejo atual, é isso?
“Não, eu gosto. Eu não gostava da minha voz… Não me imaginava cantando isso, somente isso. Mas aí o Pepato conseguiu fazer um repertório e dar uma musicalidade gostosa que a gente está entre o Bruno & Marrone de 2000 e o Bruno & Marrone de 2017. A gente conseguiu fazer isso. Renovar nossa musicalidade, sem besteirol, com qualidade, jovem”.
Precursores da sofrência? Não.
A sofrência que marca a carreira da dupla desde os tempos de “Dormi na Praça” segue firme e forte. Afinal, Bruno e Marrone são os precursores desta sofrência no sertanejo?

“Não, não. O sertanejo sempre foi esse romântico mais apelativo mesmo. Antes era pior. O cara matava a mulher. As histórias eram ‘pô, fui lá, matei, porque não aguentei, amor’. Histórias contadas, que se duvidar, eram verídicas. Então o sertanejo evoluiu”.

E dá para fazer sofrência sem falar de mesa de bar e bebedeira?
“Não dá, porque até eu, ouço uma música sertaneja só depois que estou muito legal. Mas é engraçado. Existe uma ligação. Não sei se ela é boa ou ruim. Mas qual música você não bebe também?”, questiona Bruno.

Entre boleros, baladas e músicas agitadas, o amor (correspondido ou não) é tema onipresente no disco. Mas o sentimento não abriu espaço para o reggaton, que se tornou ritmo quase obrigatório nos lançamentos de vários artistas por aqui.
“Não fugimos ainda, vamos chegar lá. Mas é em participação”, adianta Bruno, sobre parceria com a cantora Fernanda Costa.

“No nosso DVD não tem, mas entraria. A gente gosta do que o povo gosta. Não adianta você gravar uma coisa para você mesmo. Vai ficar vivendo de quê?”, questiona Bruno.
“A gente já gravou calipso também, que foi uma música que tocou bastante e que não tinha nada a ver com nosso estilo. Gravamos axé com Claudinha Leitte, gravamos brega. Se tem uma música bacana, não interessa qual estilo. Importante é cair na boca do povo”, completa Marrone.
História da dupla daria um filme… de comédia
E mais lá para frente, é provável que essa história se torne um filme, segundo planos “espirituais” da dupla, como citou Bruno. De acordo com eles, a trama seria uma comédia. “A gente ia rir pra caramba. Tem muita história”, garante Marrone.
Enquanto o filme não chega, a dupla segue firme nos palcos e não pensa em parar de cantar. Mas Bruno, no melhor estilo sincerão, conta que em alguns dias, não quer soltar a voz.

“É difícil. Cantar é uma coisa muito complicada. É diferente de uma profissão comum. Lógico que tem dia que você não quer trabalhar, é uma coisa natural de todo mundo. Mas imagina cantar? Tirar uma voz de dentro de você para cantar. Mas aí eu lembro do cachê…”

Via G1

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